O dia da infâmia

No dia 7 de dezembro de 1941, forças aeronavais do Império do Japão atacaram a base naval norte-americana de Pearl Harbor, em Honolulu, no então território do Havaí. Esse dia passaria à História como “O Dia da Infâmia”.

Às 07:55h daquele domingo, uma onda avassaladora, composta de 360 aviões, empreendeu um ataque feroz e brutal, que pegou a nação americana inteiramente de surpresa.

Perdas causadas pelo ataque

Os resultados produzidos pela ação foram a destruição de 5 encouraçados, 3 destroieres e 7 outras embarcações, além de 188 aviões destruídos e 159 danificados. Ademais, 2.403 norte-americanos foram mortos e cerca de 1.200, feridos.

USS Arizona, após a ataque

No ataque, as forças japonesas perderam 29 aeronaves e 5 minissubmarinos, sofrendo cerca de 70 baixas fatais, entre aviadores e tripulantes dos submarinos.

A possibilidade de um ataque japonês ao Havaí não era descartada, apesar de as negociações diplomáticas entre os dois países estarem em pleno curso.

Contudo, nenhuma medida efetiva, para aumentar a capacidade de defesa daquela importante base aeronaval, fora adotada.

Ademais, por se tratar de uma manhã de domingo, muitos militares encontravam-se fora da base.

O fator acaso

Curiosamente, dois acontecimentos fortuitos pesaram tanto para o sucesso alcançado pelo ataque japonês quanto para a retaliação norte-americana que se seguiu.

 O primeiro fora o fato de que a base de Pearl Harbor estava aguardando uma força de aviões B-17 Flying Fortress, procedente do continente. Essa possibilidade levou os operadores de duas estações de radares a ignorar os sinais emitidos pelos aparelhos, às 07:05h, de que uma formação de aeronaves se aproximava, vinda da direção norte. Consequentemente, o alarme não foi disparado, o que teria dado maiores possibilidades de defesa à base.

O segundo acontecimento, crucial para a manutenção de relativo poder naval no Pacífico e para as ações de guerra posteriores contra as forças japonesas naquele oceano, fora o fato de que 3 porta-aviões da Marinha dos EUA encontravam-se fora da base, em manobras de treinamento.

Aquele traiçoeiro ataque, empreendido enquanto as tratativas no campo diplomático  ainda não haviam sido esgotadas, levou à indignação máxima a sociedade dos Estados Unidos.

Reação dos EUA – o Dia da Infâmia

Em consequência, no dia seguinte, em sessão conjunta do Congresso daquele país, o Presidente Franklin Delano Roosevelt, solicitou a aprovação, pelas casas legislativas, do reconhecimento do estado de guerra entre as duas nações.

Naquele momento solene, proferiu as palavras que se tornariam célebres, através dos tempos:

“ – Ontem, 7 de dezembro de 1941, uma data que viverá na infâmia, os Estados Unidos da América foram repentinamente e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão”.

O presidente Roosevelt discursa no Congresso

Assim, as duas casas aprovaram a resolução de guerra, por 82 votos a zero, no Senado; e por 388 votos a 1, na Casa dos Representantes do Povo.

O único voto dissidente partiu da congressista Jeannette Rankin, do estado de Montana, conhecida pacifista, que já havia votado contra a entrada dos EUA na I Guerra Mundial.

Logo, aquele ataque à traição da Marinha Imperial japonesa arrastaria os EUA para uma guerra global.

Três dias depois, Alemanha e Itália, demais integrantes do Eixo Tripartite, declararam guerra à nação norte-americana.

Imediatamente após o reide japonês, os EUA temeram por ações militares contra a Costa Oeste do país e, até, uma invasão ao continente. Dizia-se que os japoneses poderiam penetrar até alcançar Chicago.

A vitória final no Pacífico

No entanto, essas possibilidades não foram exploradas, e a determinação dos EUA em vingar-se do covarde ataque japonês ao Havaí levou-os a mobilizarem todo o seu potencial humano, industrial e agrário para a obtenção da vitória final.

Essa viria em 02 de setembro de 1945, com a assinatura da capitulação japonesa, a bordo do USS Missouri, na baía de Tóquio.

Contudo, tal vitória seria obtida às custas de mais de 400 mil vidas de cidadãos norte-americanos.

Saiba mais em:

Pearl Harbor 1941: The Day of Infamy – Osprey Publishing (UK) – 2001

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